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Diz Que Helena

Diz Que Helena

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Como amante das letras, das coisas profundas e das coisas superficiais da vida, uma das minhas maiores paixões é pôr no papel o que vejo, o que vivo e o que sinto. Misturando realidade com ficção, escrevo as minhas histórias, os meus romances, nos tempos livres que a faculdade me dá. Em 2014 publiquei o meu primeiro livro pela Chiado Editora, um romance de título "Heroína".
O Diz Que Helena é uma reflexão dos meus interesses, gostos e sonhos.

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Na mesinha de cabeceira

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Diz Que É A Minha Estante

Dancer in the Shadows
Wedding Bell Blues
Dance of the Snake
Sweet sundown
Sermão de Santo António aos Peixes
Auto da Barca do Inferno
Cavalleria Rusticana
The Rasputin Relic
Amos y mazmorras: Segunda parte
Amos y mazmorras: Primera parte
Devil In Disguise
A Walk to Remember
The Last Song
SIGA
Memorial do Convento
Bel: Amor más allá de la muerte
Harry Potter and the Order of the Phoenix
Harry Potter and the Sorcerer's Stone
Harry Potter and the Goblet of Fire
The Tales of Beedle the Bard


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Terramoto em Perugia e Fogo em Abrantes

Acordar e dar de caras com a notícia que houve um terramoto em Itália não foi nada fácil, principalmente quando o nome que se houve na televisão é o de Perugia. Um terramoto de 6.0 na escala de Richter teve epicentro em Accumoli, uma comuma italiana que faz parte da região do Lazio (cuja capital é Roma). Os danos mais graves, segundo o La Stampa, são em Amatrice, Posta, Arquata del Tronto e Pescara del Tronto. Há dezenas de vítimas mortais, e outras tantas ainda se encontram soterradas. Na zona da cidade de Perugia sentiu-se, às 4h33 da madrugada, uma onde sísmica de magnitude 5.4. Todavia, não há danos registados.

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Fonte

 

Com o coração aos pulos e lágrima no olho, o meu coração ainda não sossegou. Se a cidade em outro país para onde irei estudar no próximo mês está a salvo, o mesmo não posso dizer da região onde vivo. Desde ontem à noite que as zonas de Carvalhal, Sardoal e Vila de Rei estão a ser consumidas pelo fogo, fogo esse que não tem fim à vista. Ontem à noite fui até ao castelo de Abrantes (do qual se tem uma maravilhosa vista panorâmica), de onde se tem uma perspectiva do fogo, da sua velocidade e do seu alcance. Não me lembro de alguma vez ter visto algo tão aterrador pessoalmente. Apesar de estar longe da principal zona afectada, o céu está negro e o ar irrespirável 

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Foto por  David Rothe

 

O Bilhete de Avião

Como já tinha dito aqui, vou fazer parte dessa grande família eSem Título.png dessa grande aventura que é o programa Erasmus. E com esta etapa da vida de uma jovem adulta, vêm as perguntas, as dúvidas e as questões que arrasam com a confiança de uma pessoa e quase a fazem recuar. Como todas as decisões referentes a este processo, comprar o bilhete de avião significa mais do que ter a passagem adquirida. Significa que o dia está escolhido e muito dificilmente se pode voltar atrás. Significa que sei exactamente quantos dias faltam para embarcar nesta nova aventura, dizendo adeus à expectativa e recebendo a certeza da melhor forma possível. Significa ter de lidar com as questões que provocam o pânico, indagações tão superficiais como "devo levar o Spongebob?"“será que duas malas de 15kg chegam?” ou “tenho sequer 30kg de coisas para levar?!”. Parece ridículo, mas quando nos apercebemos que vamos estar seis meses longe da família, dos amigos e dos amores da nossa vida, a vida coloca-se em diferentes prespectivas e nem sempre é facil aceitar as suas possíveis variações. E admitindo a verdade,  a preocupação não é genuina; ela só existe para nos convencer que, afinal, não vale a pena ir. Desistir de tudo e ficar na zona de conforto até morrermos de velhice parece ser uma solução acolhedora. Porém, se esta fase é uma das mais entusiasmantes por onde um estudante pode passar, porquê o medo, a falta de segurança, todo o anseio à volta deste momento que deveria ser, acima de tudo, de clebração? A resposta está além das saudades que se irão sentir, da saída da zona de conforto... a resposta está no crescer, no enfrentar a vida adulta quando ainda ontem se entrou na universidade. E a verdade é que todos nós temos pressa de crescer até ao ponto em que percebemos que já não queremos, que está bom assim... que queremos voltar atrás e estancar naquele momento perfeito da vida - o primeiro ano de faculdade. 

Mas quando “tenho em mim todos os sonhos do mundo”, desistir não pode ser sequer hipótese. E o Spongebob vai comigo, dê por onde der.

"Quando escreves outro livro?"

Esta é uma pergunta que me têm perguntado muito nos últimos tempos, consequência de passar mais tempo na minha terra natal, onde geralmente as pessoas que me conhecem sabem que escrevi e publiquei um livro. E perguntam, algumas genuinamente curiosas, outras só para meter conversa. Algumas - poucas, acredito - porque gostaram do que leram, outras porque acharam piada. Tinha os dezanove anos mal feitos na altura da sua publicação e houve pessoas que acharam curioso. Acho que o mais engraçado que ouvi este Verão foi dito pela boca do pai de uma grande amiga minha que me indagou, com um ar muito sério, "mas ouve lá, vais escrever mais algum livro ou isso foi a tesão do mijo?". Ri-me tanto. E depois pus-me a pensar sobre o assunto. 

Escrevo todos os dias, seja textos soltos, apontamentos para histórias, biografias de personagens (uma das formas de texto que me dá mais prazer), descrições de sítios que me são queridos, e às vezes trabalho em projectos que tenho em aberto. Desde que me apercebi que gostava de escrever e que o fazer era um escape saudável à rotina do quotidiano, disciplinei-me a escrever todos os dias sobre qualquer coisa. Cheguei ao ponto de não conseguir passar o dia sem escrever, fosse o que fosse. Acho que quem, como eu, adora pôr no papel palavras sobre tudo e sobre nada consegue identificar-se comigo neste ponto. Afinal, quem é que gosta de escrever e não tem uma pasta no computador, cheia de documentos do Word por acabar, por melhorar, ou acabados mas que não merecem ser lidos por alguém? Ou então cadernos e cadernos cheios de ideias, rabiscados a tinta de caneta ou a lápis de carvão, talvez com dois ou três desenhos a acompanhar as suas palavras? Eu tenho e são poços fundos de pensamentos, sonhos ou acontecimentos que me marcaram, pensados e escritos nas minhas palavras. Mas quanto mais cresço, mais me assombra o pensamento de que não tenho nada realmente importante para dizer, que a minha escrita não é suficientemente boa, que as minhas ideias não passam de fragmentos tolos que não têm um significado e que não acrescentam nada ao mundo em que vivemos. 

"Quando escreves outro livro?" é uma pergunta interessante, engraçada até. O único pensamento que me ocorre é que não quero cometer os mesmos erros do passado, não quero precipitar-me ou pôr em causa as prioridades que designei para mim, nesta etapa da minha vida. Entretanto, vou continuar a praticar e aprender com os melhores, pois como Stephen King disse "se queres ser escritor deves fazer duas coisas acima de tudo: ler muito e escrever muito."

Diz Que Helena

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