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Diz Que Helena

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Softbol Femenino em Portugal em 2017

Foi no pasado sábado (dia 24) que se realizou o jogo para a Liga Softbol 2017, no campo de cricket de Miranda do Corvo. Passados dez anos que comecei a praticar a modalidade, penso de ter jogado aquele que foi o meu último jogo, a representar a secção de Softbol da Académica de Coimbra. A equipa (uma mistura entre jogadoras da Universidade de Coimbra e alunas do ensino médio e secundário de Miranda do Corvo) fez uma excelente prestação frente às Crushers do Colégio Salesianos em Lisboa, não tendo sido suficiente para ganharmos. No entanto, ficou a beleza e a felicidade de termos efectivamente jogado, uma vez que em Portugal é muito dificil a prática da modalidade devido à escassez de jogadoras e de apoios. Com todo o amor que tenho por este desporto, espero que esta situação se possa reverter no futuro e que hajam mais jovens, raparigas e mulheres a praticarem esta modalidade. IMG_5292.JPG

Equipa da Académica de Coimbra + Treinadores Técnicos  | Fonte da Imagem: AAC BasebolIMG_5366.JPG

Fonte da Imagem: AAC Basebol

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 Eu, como batedora, a preparar-me para enfrentar uma das melhores pitchers de Softbol com quem já tive o prazer de jogar. | Fonte da Imagem: AAC Basebol

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Académica de Coimbra em preparação. O gosto que eu tive em representar o nr 97 nunca será igualado! Fonte de Imagem: AAC Basebol

 

Foi uma boa despedida para a minha "carreira" de jogadora de Softbol e, certamente, foi uma excelente distração em época de exames 

The Fallen (2016)

Estava no feed do facebook há pouco tempo quando dei caras com um trailer de um filme que tinha todo o ar de ser o meu tipo guilty pleasure: sobrenatural, trios românticos e uma escola no meio da floresta (high school much?). Ainda que a história seja interessante, a concretização do filme foi terrível. The Fallen (ou Anjos Caídos) é inspirado numa série de quatro livros da escritora norte-americana Lauren Kate, cujo primeiro tem o mesmo nome do filme. A história gira à volta de Lucinda, uma rapariga de dezassete anos que, depois de ser dada como culpada de um incêndio que matou um colega, é obrigada a aceitar a medicação prescrita pelo psiquiatra ou ser internada numa escola para pessoas com maior acompanhamento necessidades psicológicas e sociais dos alunos. Como opta pela segunda opção, nesta escola, conhece Daniel (o loiro da imagem), por quem se sente imediatamente atraída e cujo lhe parece mais familiar do que ele quer fazê-la acreditar. 

Nem sei por onde começar. Nem sei porque me dei ao trabalho de ver este filme. Nem sei como é que tenho tanta a certeza que se fosse o meu eu com 17 anos a ver este filme, ficaria encantada (afinal, isso aconteceu-me com Crepúsculo... quem não se lembra de Crepúsculo). A história é um cliché de todo o tamanho e, a meu ver, não funciona. Então miúdos menores com problemas psicológicos, que estão num colégio interno por causa destes mesmos problemas, conseguem fazer uma festa regada a álcool nas imediações da escola? Qual é a razão para aqueles anjos estarem naquele colégio interno (até os Cullen tinham uma razão para estar em Forks...)?

Não sei o que posso escrever mais. Este filme não vale muito mais a ser dito. 

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Fonte da Imagem

 

Pedrógão Grande

É uma tragédia como não há memória em Portugal, e no entanto, eu não me sinto no direito de escrever sobre ela. Afinal, o que posso dizer? Mas há sempre algo que pode ser dito. O nosso país, o nosso pequeno país em dimensão, destruído na sua física e na sua humanidade. Milhares de hectares queimados, mais de sessenta mortos, pessoas, vidas, homens, mulheres, crianças, filhos, mães, pais, namorados, amores, a pessoa mais importante no mundo para outra. Quando pomos as coisas nesta perspectiva penso que dói ainda mais. 64 mortos e 57 feridos são números e não nos afectam em nada. Vemos esses números - maiores, até - todos os dias nos telejornais. Na Síria, em França, mais recentemente Inglaterra... Mas são só números, somos levados a pensar neles como números para não nos doer tanto, para não atingir a nossa bolha, onde pensamos que só acontece aos outros. Infelizmente, não é assim que funciona e nós nada temos a dizer como poderá funciona, limitamo-nos a trabalhar com aquilo que o destino nos dá. Todavia, poderia ter sido o destino mais brando connosco se tivesse havido prevenção, como limpezas das matas e pinhais e organização de vigilâncias florestais antes dos períodos de maior perigo? Talvez sim. Mas quem sou eu para estar falar? Não sou entendida no assunto, mas felizmente também não acredito em tudo o que vejo na TVI ou na CMTV. Graças ao meus pais que e aos meus professores que me ensinaram a pensar, acredito que esta tragédia (e outras, como o caos na ilha da Madeira e os fogos aqui tão perto, como escrevi há pouco menos de um ano) poderia não ter tido contornos tão dramáticos se houvesse um plano de ordenamento do território consistente e se o nosso governo se preocupasse tanto com as zonas menos desenvolvidas como se preocupa com as grandes metrópoles. Mas neste momento a única coisa que podemos fazer é reforçar o apoio prestado aos afectados por esta catástrofe através dos bombeiros de todo o país e através de associações que se mobilizaram e continuam a mobilizar para prestar apoio a quem perdeu bem mais que uma casa, um terreno ou um carro. 

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Aterrador  Fonte da Imagem: RTP.pt

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