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Diz Que Helena

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Hoje, a noite é de Consoada

Lembro-me de ser pequena e, um mês antes do Natal, a árvore de Natal já estava montada, as luzes brilhavam por todo o lado, e eu já tinha chateado a minha mãe para me comprar os típicos calendários de chocolate. Também me lembro que Novembro ainda não tinha acabado e já não haviam janelinhas no calendário para abrir, muito menos chocolates que eu pudesse comer. Outra memória bastante presente é a ansiedade com que eu ficava quando via embrulhos debaixo da árvore de Natal - entre os meus seis e oito anos, fiquei especialista em perceber o que estava dentro dos embrulhos (também houve um melhoramento nas minhas capacidades de abrir embrulhos e voltar a fechá-los).  

 

Fonte: Collider

Frame do filme "The Nightmare Before Christmas", um dos meus preferidos de sempre, não fosse co-escrito e co-produzido pelo fantástico Tim Burton

 

Ou seja, as memórias que tenho do Natal da minha infância (e grande para da minha adolescência) são a ansiedade, a surpresa, e o sentimento de receber algo que eu queria, algo que eu não queria, coisas que me supreendessem e coisas que eu desgostasse; eu queria tudo! Tanta era a ansiedade que me remoia que só desde há poucos anos para cá é que comecei a conseguir esperar até à meia-noite para abrir os presentes. A parte mais engraçada, de uma forma triste? Recebi muitos presentes, mas lembro-me de muito poucos (e só uma ou duas coisas é que continuam comigo). Estas lembranças são melancólicas. Passei Natais com familiares que já não estão comigo e, na altura, não soube apreciar a sua presença. Agora, só posso lamentar a sua ausência e tentar descortinar na minha memória pequenos fragmentos dos seus sorrisos e das suas vozes. No entanto, posso dizer que agora o Natal tem o significado que devia, principalmente para uma pessoa que não tem crenças católicas. Cresci nesse meio religioso, mas fui perdendo a "fé" que tinha com o passar dos anos e com o desenvolvimento do pensamento crítico, pelo que a comemoração do Natal resume-se à família reunida e às comidas boas a que não tenho direito enquanto estudante universitária (hoje, nada de massa com atum!). Só consigo pensar na serradura que já está no frigorifico, no bolo rei que vou acompanhar com o café bem quentinho, no molotof que vem a seguir ao bacalhau com natas que vai abrir a noite... enfim, em tudo a que tenho direito depois de um semestre de árduo trabalho e... massa com atum. 

Com isto, desejo que o vosso Natal seja como o meu: com as pessoas mais importantes da vossa vida em plena saúde, copo e prato cheios, e os pés e o coração bem quentinhos. Estes são "luxos" que, infelizmente, nem todas as pessoas do nosso país vão viver. 

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