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Diz Que Helena

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[Livros] A Rosa da Meia-Noite (2014)

Está, oficialmente, lido o primeiro livro de 2016! Apesar de ter lido em inglês, penso que fará mais sentido falar do livro "The Midnight Rose" de Lucinda Riley em português, ainda que a tradução portuguesa só se encontre na versão do português do Brasil. Esta obra, em particular, não me chamou a atenção; o que prendeu a minha atenção quando vi o e-book desta história foi o nome da autora. Lucinda Riley, irlandesa, publicou o seu primeiro livro aos vinte e quatro anos, sendo que o seu primeiro livro "The Orchid House" foi selecionado pelo Clube de Livros britânico Richard and Judy em 2011, o que levou à venda de mais de 2 milhões de cópias. Desde então, Lucinda já publicou muitas mais obras.

 

Mas não foi por isso que eu comecei a ler os seus romances, mas sim porque alguém me disse "Se gostas de Nora Roberts, vais adorar Lucinda Riley!". E apesar de eu não achar qualquer tipo de ligação entre o tipo de história das autoras ou a maneira de escrever, a minha amiga estava certa: eu iria adorar. E eu adorei. 

 

 Vídeo de apresentação do livro pela autora do mesmo, Lucinda Riley

 

Sinopse de "A Rosa da Meia-Noite" pela Editora Novo Conceito:

 

Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajectória extraordinária de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. 

No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afecto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. 

Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem actriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall.

Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, afim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos

obscuros que assombram a dinastia Astbury.

 

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 O livro de Riley consumiu-me por completo! Não descansei enquanto não o acabei de ler e, quando acabei, só queria saber mais - ainda tinhas tantas perguntas! A história é contada sobre vários pontos de vistas, o que dá ao leitor uma melhor compreensão sobre a história no seu todo. A minha perspectiva preferida de ler foi a de Anahita, uma mulher centenária muito especial, que não acredita que o seu filho Moh, do qual foi seprada quando este tinha apenas dois anos de idade, tenha morrido no último dia em que o viu. Anahita acredita que o seu filho está vivo e luta para o encontrar, mas sem sucesso. No dia em que completa cem anos de idade, Anni dá ao seu bisneto Ari Malik uma longa carta que escreveu para o seu filho, incumbindo-o de procurar o paradeiro do seu tio-avô. Apesar de Anni saber que o seu filho já está morto - mas há poucos dias - pede ao seu neto para o procurar porque o seu passado é o futuro dele

 

A história encantou-me pelas discrições da Índia, pelo atrevimento de Anahita e pela maneira como ela foi ultrapassando os obstáculos da vida, de forma tão corajosa quanto lhe era possível. O seu retrato é fielmente feito na sua carta, demonstrando uma densidade psicológica interessante, que muito entretém. Uma das perspectivas é a de Rebbeca Bradley, uma actriz de Hollywood a gravar um filme em Astbury. A sua (triste) história de fmília vai ao encontro da de Anahita, unindo-a assim a Ari. O que os dois descobrem é uma intensa história de amor entre Anahita e um membro da família Astbury, cujas peripécias são densificadas pela presença maquiavélica de Maud Astbury. No final, temos uma história de amor que não correu como planeado, mas que sobrevive com Anahita até ao fim dos seus dias. Além disso, temos a história de Rebecca, a qual nunca sabemos ao certo a verdadeira relação com a família Austbury, um dos pontos que me deixou com a curiosidade bastante aguçada.

 

Penso que, por muito maravilhosa que seja a história e/ou os seus personagens, se a história não for bem entregue (ou seja, bem escrita), portanto penso que toda a magia por trás da história de Anahita e toda a vontade de devorar o livro deve-se em grande parte à maneira de escrever de Riley. Descrições longas e pormenorizadas, pequenos detalhes que vão fazendo sentido ao longo da história e personagens trabalhadas de uma forma intensiva, foram os motivos que me fizeram adorar o livro e a escritora e, inclusive, querer ler mais trabalhos seus. Confesso que, na última página do livro, senti algumas lágrimas chegarem-me aos olhos por causa de uma informação que nos é dada que tem tanto de maravilhosa como de frustrante. No final do livro, senti-me encantada por um Índia que não conheço, e por personagens fantásticos e com tanta vida que, infelizmente, nunca poderei conhecer. 

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