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Diz Que Helena

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Viver Depois de Ti

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O livro "Me Before You" ou "Viver Depois de Ti" em português, é um livro da escritora inglesa Jojo Moyes. O livro foi um sucesso tão grande que acabou nos cinemas de todo o mundo. O livro foi tão bom que teve direito a sequela... e não me lembro de ver uma coisinha tão má nos últimos tempos. No entanto, não é dessa que falo hoje, mas sim do primeiro que deu tanto que falar, tanto em termos literários como cinematográficos.

Quando falamos de um filme conhecendo o livro por trás dele, é sempre difícil dar uma opinião que não tenha como parâmetro a comparação entre os dois, por isso nem vou tentar dissociá-los e vou falar dos dois. 

Não é dizer que não gostei do filme, mas não me arrebatou como o livro. A escrita de Moyes é ali uma coisa estranha entre a efusão de uma adolescente e a confusão de uma adulta que não sabe bem o que quer da vida, num inglês que agarra pela sua criatividade e pela sua facilidade em ser lido. A história em si também ajuda. Louisa é a tal adulta com uma mentalidade de adolescente que não consegue manter um trabalho, até que é contratada para tomar conta de um tetraplégico, Will. Claro que a história conta com vários clichés: obviamente, Will é muito bem parecido. Obviamente, Will e a sua família são pessoas com um conforto económico acima do habitual. Obviamente, Louisa vem de uma família menos endinheirada. Obviamente, Louisa vai encontrar sentido na sua vida por causa de um homem.

maxresdefault.jpgUma das cenas mais marcantes do filme: o primeiro "encontro" de Lou e Will | Fonte

 

Este tipo de leitura de "boy meets girl" está exploradissima e são poucos os autores que lhe dão a volta, mas que raramente chegam à ribalta. É o que vende. Todavia, esta é uma história que nos ensina qualquer coisa. Faz-nos reflectir sobre os nossos valores e sobre as perspectivas que temos sobre a vida/para a nossa vida. Quanto ao filme, primeiro de tudo, temos duas das minhas maiores crushes do cinema mundial: Sam Claflin (no papel de Will Traynor) e Matthew Lewis (no papel de Patrick). Depois das representações em Hunger Games e Harry Potter, respectivamente, estes dois são dos meus actores preferidos pelo seu talento e pela agraciação que dão à vista de uma pessoa. Todavia, e apesar de ter adorado a escolha da Emilia Clarke para o papel de Louisa, não gostei da maneira como a sua extravagante personalidade foi adaptada ao grande ecrã, uma vez que a imaginei diferente do que foi apresentado - mas não é sempre assim? É impossível que um filme tenha todos os pequenos detalhes de um livro, mas os momentos escolhidos foram os certos e havia pouco mais a acrescentar. No Goodreads, dei 3 estrelas ao livro. 

83e7f68b_edit_img_facebook_post_image_file_1726854Primeiro e único beijo entre os protagonistas | Fonte

 

Para mim, um dos momentos mais bonitos do filme: quando, na viagem que Lou prepara com intenção de mostrar a Will que vale a pena viver, os dois finalmente se aproximam. Os espectadores ficam com as expectativas altíssimas, só para o coração ficar ainda mais destruído no final. 

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Cena do casamento da ex-noiva de Will com o seu ex-melhor amigo | Fonte

 

Este filme/livro levantam muitas questões morais, acontecendo-lhe o mesmo que aconteceu com as Cinquenta Sombras de Grey: pessoas insurgem-se contra o que o filme representa. Neste caso, temos um homem tetraplégico, que apesar de ser rico e de ser correspondido romanticamente, quer pôr fim à sua vida, sendo o filme rejeitado por muitos uma vez que dá azo à ideia de que as pessoa com desabilidades físicas são amargas e querem acabar com a sua vida, numa altura da nossa geração em que essas mesmas pessoas lutam por direitos de igualdade nas sociedades onde se inserem. 

Concluindo: gostei mais do livro do que do filme e, apesar de nenhum dos dois ser uma obra de arte, são duas peças de entretenimento que proporcionam algumas boas horas e provocam uma reflexão sobre um tema que, provavelmente, não nos lembrariamos se não tivessemos em contacto directo com esta realidade. 

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